Petróleo e gás: muito campo para expansão
08/02/2012
A busca cada vez maior por independência tecnológica impulsiona empresas, como Petrobras e Shell, a investir fortemente na área de petróleo e gás e na cadeia sustentável de suprimentos. No seminário ‘Qualificar e Competir: Redes Temáticas’ — promovido ontem, com apoio dos jornais O DIA e Brasil Econômico —, a Petrobras, para mostrar sua ação, divulgou que, de 2001 a 2006, fez aportes de US$ 1,6 bilhão na área de Pesquisa e Desenvolvimento.
O investimento se deu por meio de parcerias, relacionamento com universidades e empresas de base tecnológica. “Criamos parcerias com universidades e empresas estrangeiras, para que instalem bases em campus brasileiros. Começamos a produzir tecnologia nacional”, explica o gerente de Relacionamento com a Comunidade de Ciência e Tecnologia da Petrobras, Luis Cláudio Sousa Costa.
Outro ponto destacado é o trabalho de planejamento estratégico e o acompanhamento do que acontece no mundo. “O resultado dos negócios está relacionado ao domínio tecnológico, em que alinhamos o planejamento da empresa às tendência. Uma empresa não pode ficar focada no planejamento estratégico. É preciso acompanhar o mundo e observar o que é oportunidade e problema, para então inserir essas vertentes no planejamento”, diz Costa.
Segundo ele, o objetivo é atrair investimentos tecnológicos para que o País seja um pólo chave da indústria de óleo e gás. “Empresas como General Eletric e Tenarius Confab já firmaram parcerias com universidades”, afirma.
Investimento sustentável ajuda a reduzir impactos
Quanto aos investimentos sustentáveis, o executivo da Shell, Antônio Guimarães, explica que estão relacionados não apenas ao meio ambiente. “A Shell tem o objetivo de produzir de forma a reduzir os impactos das atividades, gerando benefícios para a sociedade”, observa.
Dentro desse contexto, Guimarães diz que um crescimento sustentável não pode ocorrer de uma hora para outra: “Empresas imediatistas não conquistam no longo prazo”.
Um problema a impedir o avanço tecnológico no Brasil, na área de petróleo e gás, segundo Guimarães, é a grande falta de mão de obra qualificada.
Fonte:
O Dia Online